Mário Santos: «Paulo Freitas? A avaliação que vamos fazer do seu trabalho será no final do ano»

/ Hóquei em Patins

27-12-2025 20:45

O FC Porto continua a viver um período de transição e reestruturação nas modalidades, desde a chegada de Mário Santos ao clube, pela mão de André Villas-Boas, presidente eleito no final da época 2023/2024, que escolheu o antigo chefe da missão portuguesa em Londres 2012 para assumir um cargo de grande responsabilidade. Este sábado, o jornal O JOGO publicou uma extensa entrevista com o diretor-geral dos dragões, na qual foram abordados diversos temas relacionados com as modalidades. No capítulo dedicado ao hóquei em patins, o dirigente falou sobre o momento que a equipa atravessa, mas também sobre o futuro de Paulo Freitas. Mário Santos em discurso direto Arranque difícil na temporada: «Tivemos uma alteração técnica e um processo de adaptação sem os resultados imediatos que queríamos. Quero deixar presente que já existiu a frustração de não ganhar dois títulos, frustração que a maior parte dos clubes não teve, porque não chegou à final da Taça Continental nem da Supertaça. O FC Porto foi o único nas duas. O nosso objetivo é ganhar, não é ira finais, e a nível nacional não está a correr como queríamos. A nível internacional, estamos invictos na Champions. Faltam muitas jornadas, mas temos enquadramento técnico e atletas que garantem termos o FC Porto a competir por todos os títulos.» Vencer Campeonato ou Liga dos Campeões: «O título nacional é algo que nos move, que mexe com o clube e com o enquadramento estratégico das modalidades. A temporada passada foi má, mas o FC Porto foi à final da Champions e perdeu e foi à final do Campeonato Nacional e ganhou. Num ano mau, fomos campeões nacionais e fomos à final da Champions. Indo à pergunta, em todas as modalidades é importante lutar pelos títulos europeus e ter esse projeto, mas o título nacional é fundamental. Creio que a maioria dos portistas sentem mais o nosso campeonato.» Equipa precisa de renovação? «Tem um conjunto de atletas que são de seleção e que rendem. A equipa precisa, acima de tudo, de atletas que garantam uma vitória, tenham 17 ou 30 anos.Sabemos que os atletas não vão ficar cá ad eternum e o que estamos a fazer é um reforço da formação. Criámos uma equipa B, que subiu à II Divisão e este ano tem quase garantida a manutenção. Já temos atletas dessa equipa a jogar na A, portanto há essa preocupação. Queremos é que, à semelhança dos anos dourados, muitos dos atletas da equipa principal sejam da nossa formação. É essa reestruturação que estamos a fazer, ja com alguns resultados, embora isso demore tempo, custe dinheiro e recursos.» Paulo Freitas está a cumprir expectativas? «A avaliação que vamos fazer do seu trabalho será no final do ano. A equipa tem de se adaptar aos seus processos, o treinador tem de se adaptar aos atletas, e nós temos de ter a sensibilidade de o perceber e fazer o balanço no final da época, não andando ao sabor de uma derrota ou de uma vitória. No fim é que se ganha.» Treinador com anticorpos perante os adeptos? «Um treinador que esteve seis anos no Sporting, ganhou dois campeonatos e duas Champions, terá criado alguns anticorpos dentro das contingências de quem conhece o hóquei em patins. E todos têm momentos mais felizes e menos felizes. São situações do passado e o que queremos é criar condições para que o FC Porto ganhe. Não esquecendo que o Paulo Freitas teve muitos anos de FC Porto, jogou cá anos a fio e o seu primeiro título como treinador foi na nossa formação.»