Sporting fala em «ações repugnantes» do FC Porto e pede reunião com a Ministra do Desporto
/ Andebol
29-03-2026 16:10
O encontro entre FC Porto e Sporting, a contar para a primeira jornada da fase final do Campeonato Placard Andebol 1, ficou envolto em polémica, isto depois de o treinador e de um jogador dos leões terem recebido assistência médica devido ao «cheiro intenso» que pairava no balneário do Dragão Arena. Ainda que os dragões tenham emitido um comunicado a desmentir o sucedido, os bicampeões nacionais pronunciaram-se na tarde deste domingo sobre esta situação. Além de ter considerado «absolutamente repugnantes as sucessivas ações que o FC Porto tem vindo a protagonizar nos últimos tempos», a formação verde e branca revelou que «vai solicitar, com caráter de urgência, uma reunião com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto» (Margarida Balseiro Lopes). Comunicado completo «O Sporting Clube de Portugal considera absolutamente repugnantes as sucessivas ações que o FC Porto tem vindo a protagonizar nos últimos tempos e vai solicitar, com caráter de urgência, uma reunião com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto. Não é possível continuar a assistir a esta sucessão vergonhosa, reiterada e deliberada de comportamentos sem que daí advenham consequências imediatas e exemplares. O Sporting CP considera imperativo que todas as instituições com responsabilidade na tutela do desporto sejam promotoras da verdade desportiva, não sendo admissível que comportamentos desta natureza - reiteradamente protagonizados pelos mesmos intervenientes - envergonhem e coloquem em causa a imagem do desporto português no plano internacional. Nesse sentido, é essencial que quem regula o desporto em Portugal assuma uma posição firme e implacável e puna, com toda a severidade, estes comportamentos indignos, que já ultrapassam os limites do admissível num Estado de direito. Se ainda subsistia alguma ilusão ingénua de que as práticas obscuras do passado tinham sido erradicadas, a realidade encarregou-se de a destruir de forma brutal e inequívoca. O que hoje se verifica não é apenas uma repetição: é uma escalada refinada. Mais vil, mais rasteira e ainda mais inqualificável do que os episódios mais negros que mancharam o desporto português. Estes episódios não são isolados nem acidentais. Revelam um padrão continuado, consciente e sistemático de desrespeito, provocação e tentativa de condicionamento que não pode, nem será ignorado: a situação no balneário do árbitro Fábio Veríssimo, onde foram repetidamente exibidas imagens de decisões suas numa tentativa clara de condicionamento e pressão, apanha-bolas que ocultam deliberadamente bolas e cones e os escondem atrás de painéis publicitários ou o roubo de toalhas ao guarda-redes do Sporting CP. Até ao momento, não houve qualquer sinal de arrependimento nem tentativa de explicação ou assunção de responsabilidades por parte dos envolvidos. O mais recente capítulo deste inaceitável encadeamento de episódios atinge um nível que ultrapassa todos os limites: um balneário com cheiro tóxico e intenso que afectou o estado físico de jogadores e staff da equipa de andebol. Isto não é apenas lamentável, é criminoso. Perante esta situação, o Sporting CP manifestou a sua oposição à realização do encontro, tendo em conta que a equipa se encontrava privada do treinador e de um dos seus jogadores. Ainda assim, foi formalmente informado de que estavam reunidas as condições necessárias para que o jogo se realizasse, motivo pelo qual se viu forçado a entrar em campo, tendo-o feito sob protesto. O Sporting CP considera que estes comportamentos desvirtuam de forma significativa a verdade. Trata-se da subversão absoluta dos valores que devem reger qualquer prática desportiva, protagonizada de forma consciente, reiterada e sistemática pelos mesmos intervenientes de sempre.»
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